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Apesar de,
via de regra, terem um conhecimento
profundo das leis e possuírem como
missão respeitá-las e lutar para que
elas sejam cumpridas, muitos promotores
de justiça e advogados acabam também
sendo apontados como infratores e
autores de infrações administrativas e
até mesmo de crimes. Na Paraíba, 58
processos estão em andamento em
procedimentos que investigam possíveis
irregularidades cometidas pelos
profissionais. |
Oito desses processos dizem respeito a ações
cometidas por promotores e estão sendo apuradas
pela Corregedoria Geral do Ministério Público
estadual; enquanto os outros 50 encontram-se sob
análise da comissão de ética da seccional da
Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PB) na
Paraíba, envolvendo possíveis condutas ilícitas
praticadas por advogados.
No caso dos advogados, as denúncias vão desde a
não atenção dada a processos até o recebimento
de quantias por parte do profissional e o não
repasse aos seus constituintes.
No entanto, para o presidente da OAB paraibana,
Odon Bezerra, o número é pouco expressivo diante
da quantidade de profissionais que atuam na
Paraíba.
“Nós recebemos as denúncias que são feitas e
elas são apuradas. Quando se encontra alguma
falha na prestação do serviço, o profissional
recebe punição, que pode ser uma advertência e
pode culminar na cassação de seu diploma. Temos
hoje cerca de 50 procedimentos, o que não é um
número considerável, quando temos entre oito a
nove mil advogados ativos no Estado”, destacou.
Ele ainda lembrou que em todas as profissões há
os “bons e os ruins profissionais”, mas defendeu
que aqueles que fogem das condutas éticas e põem
em risco a imagem de toda a classe sejam
punidos.
“O que precisamos é ter um fortalecimento. Você
ter uma Ordem forte e que representa os
advogados que possam sair dos critérios da
ética. Essas pessoas devem ser punidas porque é
preciso ter a confiança não só dos nossos
constituintes mas também dos promotores, juízes
e da própria sociedade”, argumentou o advogado
Odon Bezerra.
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