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Em alguns
Estados do Nordeste, a polícia criou uma
nomenclatura para chamar os assaltos aos
bancos: “novo cangaço”, quando
quadrilhas com mais de dez integrantes
rendem a agência toda, utilizam de armas
pesadas e fazem reféns gerentes dos
bancos e até clientes. Essa situação é
semelhante aos casos de roubo que
acontecem na Paraíba em agências
bancárias e nos Correios.
Somente este ano, foram registrados um
arrombamento a um posto do Banco do
Brasil em Barra de Santana; um assalto
ao BB em Tavares, no Sertão, e uma
invasão à agência em Aroeiras, no
Agreste. |
Além de dois roubos aos Correios, também em
Barra de Santana e em Poço Dantas, Sertão; e um
assalto à prefeitura de Curral Velho, também no
Sertão. A característica desses assaltos foi
quase a mesma: de dois a dez homens chegaram nos
locais fortemente armados, em alguns casos
fizeram reféns, e fugiram em seguida.
Outra facilidade encontrada pelos bandidos, é
que as cidades escolhidas geralmente fazem
divisa com outros estados, para facilitar a
fuga. Contabilizando a população desses
municípios que foram alvo dos assaltantes em
2010, todas elas possuem em torno de 50 mil
habitantes, 13% de toda a população de Campina
Grande, que é de aproximadamente 385 mil.
Para tentar coibir a criminalidade,
principalmente no interior, a Secretaria de
Segurança Pública e Defesa Social revelou que
está planejando uma ação para diminuir a onda de
violência que amedronta a população das cidades
interioranas. Segundo o secretário Executivo do
órgão, coronel Ramilton Cordeiro, as viaturas
das polícias Civil e Militar adquiridas
recentemente pelo governo do Estado vão ser
distribuídas em breve para os municípios de
pequeno porte para ajudar no trabalho de
prevenção e investigação dos assaltos e de
outras ocorrências. Ele disse ainda que serão
disponibilizadas 172 caminhonetes e 100 motos
para todo o Estado.
A Polícia Militar garantiu que nos dias de
pagamento são feitas rondas e o efetivo é
reforçado para tentar evitar qualquer tipo de
assalto nas cidades do interior. No caso das 35
cidades que fazem parte da área de abrangência
do 2º Batalhão de Polícia Militar (2º BPM), em
Campina Grande, o comandante interino, o major
Josevaldo Bazente Mendes, informou que nos
municípios que não contam com policiamento fixo,
o Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) e a
Tropa de Choque também fazem a segurança. “Não
somente nos dias de pagamento, mas em qualquer
período que a população necessite de segurança,
nós enviamos a polícia para as cidades. Para
Barra de Santana, por exemplo, é enviado reforço
todos os dias”, enfatizou.
O comandante do 3º BPM, em Patos, o coronel
Carlos Santos Melo, informou que a polícia está
tomando medidas preventivas contando com a ajuda
do policiamento dos estados vizinhos, através da
realização de operações para combater o tráfico
de drogas, os assaltos e demais ocorrências. “O
problema, no entanto, é que são muitas cidades
para a polícia atender, por isso, se torna
difícil evitar alguns assaltos”, afirmou
Já no 12º BPM, em Catolé do Rocha, que atua em
16 cidades, o comandante major Cunha Rolim
afirmou que não houve assaltos a Correios e
agências bancárias nos últimos anos na região. E
o coronel Dilson Dutra, comandante do 6º BPM, em
Cajazeiras, disse que o batalhão trabalha com
policiamento de patrulha de fronteira, já que
muitos municípios da área de abrangência do 6º
BPM se localizam nas divisas com Rio Grande do
Norte e Ceará. E em dias de pagamento, o Pelotão
de Choque também faz ronda nas 16 cidades que
fazem parte da atuação do batalhão. O último
assalto registrado aos Correios na área de
cobertura do 6º BPM foi em Poço Dantas, no dia
1º de fevereiro deste ano.
Em relação ao efetivo da Polícia Civil, o
delegado geral, Canrobert Rodrigues de Oliveira,
disse que está aguardando a nomeação do pessoal
para distribui-los para as cidades que não
contam com policiamento fixo no momento. Para
tentar investigar os assaltos a bancos nas
cidades do interior, a Polícia Civil firmou
parceria com a PM e Polícia Federal para
combater a criminalidade. De acordo com o
delegado geral, as investigações apontam que as
quadrilhas de roubo a banco geralmente são
oriundas do Pernambuco, e para isso, a Civil
também está contando com a colaboração da
polícia do estado vizinho para tentar localizar
e prender os acusados de assaltos.
Já em relação às agências dos Correios e postos
de atendimento da Caixa Econômica, por ser
instituição federal, quando acontece algum
assalto nas cidades do interior a Polícia
Federal é quem instaura o inquérito e investiga
o crime.
“Como na maioria das cidades do interior não há
sede da PF, quem geralmente instaura o inquérito
é a Polícia Civil, que depois nos encaminha. Com
isso existe uma parceria de trabalho com a
polícia do Estado. Já em relação à realização de
operações nos municípios de pequeno porte, a PM
e Civil precisam solicitar o apoio da PF para
atuar de forma conjunta”, disse o
superintendente interino da Polícia Federal da
Paraíba, Omar Raji Nuci.
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