Colunistas |
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CHICO XAVIER, O FILME
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A revista Época
que circular
essa semana traz
como reportagem
de capa a vida
do médium
mineiro Chico
Xavier.
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“...Como se explica que
um homem pobre, doente e
semi-instruído, nascido
mulato no início do
século passado, em um
rincão distante de Minas
Gerais, viesse a se
tornar, ao longo de seus
92 anos de vida, e
sobretudo depois dela,
uma espécie de mito
brasileiro – um nome
capaz de emocionar,
motivar e organizar as
pessoas em torno de uma
fé e do trabalho
filantrópico que ela
inspira? O que havia na
personalidade e nas
ideias daquele homem
careca, estrábico,
sempre de peruca e
óculos escuros, que se
expressava com a fala
pausada e amanteigada
dos mineiros, capaz de
sobreviver a sua morte
em 2002 e transformá-lo
em objeto de culto, de
estudo e de interesse
crescente dos meios de
comunicação? Por que o
celibatário ao mesmo
tempo doce e obstinado,
que se dizia capaz de
conversar com os mortos
e foi perseguido e
ridicularizado por isso,
conseguiu expressar tão
bem a alma brasileira a
ponto de tornar-se, ele
mesmo, um ícone popular
e uma figura respeitada
mesmo entre aqueles que
não compartilham de suas
polêmicas convicções?
As respostas a essas
perguntas, se elas
existirem, talvez surjam
no decorrer deste ano,
quando se celebra, com
uma onda de filmes, o
centenário de nascimento
de Chico Xavier, o
médium mais conhecido do
mundo e uma das
personalidades mais
queridas dos
brasileiros...”
O filme CHICO XAVIER,
sobre a vida do maior
médium espírita do
século XX, foi produzido
pela Globo Filmes e a
Sony Pictures. O filme
custou 7 milhões de
reais, um dos filmes
mais caros já produzidos
no Brasil e está
previsto para ser
lançado no dia 2 de
abril. O ator Nelson
Xavier (67 anos), o
líder espiritual no
cinema, com direção de
Daniel Filho.

Uma Imagem que a Globo
se recusou a mostrar
Uma
imagem que foi filmada
por todas as grandes
redes de televisão
brasileiras (exceto a
globo).mostra um gari
que tira para dançar a
ministra e pré-candidata
do PT à presidência,
Dilma Rousseff,
observada pelo
governador do Rio de
Janeiro, Sérgio Cabral
(PMDB).
Seria, no
mínimo, uma imagem
curiosa do carnaval, já
que se trata de uma
candidata a presidente.
Mas a
Rede Globo preferiu
falar de Paris
Hilton e
Madonna. Ignorou a
ministra porque não quer
a ministra presidente do
Brasil.
A mídia
quatrocentona-falida-serrista-e-anti-nordestina
prefere ignorar a força
popular de Lula e Dilma.
Prefere
esconder o caricato
Serra do noticiário para
que não pague mico pela
falta de espontaneidade
popular.
Ele nem
foi ao Rio, com medo de
passar constrangimento.
Mas a
Globo prefere mostrar
Jesus Luz e Madonna…

AO BRINCAR DE DEUS, LULA
SE DÁ CONTA DE QUE É
MORTAL
Do blog do jornalista
Josias de Souza
As piadas, como as
ideologias, são moldadas
pelo tempo. Corre em
Brasília uma dessas
anedotas velhas que as
circunstâncias se
encarregam de ajustar.
O presidente saía do
banho. Trazia uma toalha
amarrada na cintura. A
caminho do closet, deu
de cara com uma
camareira do Alvorada.
Súbito, o nó que prendia
a toalha se desfez. E o
pedaço de pano que lhe
protegia as vergonhas
foi ao solo. A camareira
arregalou os olhos:
“Óhhhh! Meu Deus!''.
E o presidente, com ar
de indisfarçável
superioridade: “Sim,
sim, companheira. Mas
pode me chamar de Lula”.
Na última quarta-feira,
falando para uma platéia
de pernambucanos
amistosos, Lula
discorreu sobre algo que
lhe causa jucunda
satisfação.
“Vocês estão lembrados,
o orgulho que eu tenho,
quando o FMI chegava
aqui no Brasil
humilhando o governo
brasileiro...”
“...Já descia no
aeroporto, dando
palpite, dizendo o que a
gente tinha que comprar,
o que a gente tinha que
vender, o que a gente
tinha que estatizar...”
“...Agora quem fala
grosso sou eu. Porque,
se antes era o Brasil
que devia ao FMI e
ficava que nem
cachorrinho magro, com o
rabo entre as pernas,
agora quem me deve é o
FMI”.
Vale a pena repetir dois
pedaços do raciocínio do
presidente. O primeiro:
“Agora quem fala grosso
sou eu.” O outro: “Agora
quem me deve é o FMI”.
Os ouvidos sensatos
alcançados pelo
lero-lero de Lula
viram-se tentados a
perguntar: Eu quem,
divino presidente? Eu
quem, supremo
mandatário?
Ora, quem deu o dinheiro
que o Brasil borrifou
nas arcas do FMI foi a
bugrada. Lula apenas o
gastou. O Fundo deve aos
brasileiros, não a Sua
Excelência.
Parece implicância, mas
é preciso dizer: Tudo
leva a crer que algo de
muito errado sucede com
a cabeça do presidente
da República.
Falta-lhe o parafuso que
fixa as sinapses que
ligam os neurônios do
bom-senso aos da
humildade. Lula
esforça-se para
mimetizar Luís XIV de
Bourbon.
O soberano francês foi
ao verbete da
enciclopédia como autor
da frase fatídica:
“L’État c’est moi”. Lula
o ecoa: “O Estado sou
Eu”.
O presidente não gosta
da rotina de Brasília. A
idéia de acordar,
pendurar uma gravata no
pescoço e ir ao Planalto
para receber, digamos,
Edison Lobão o aborrece.
Dono de popularidade
alta e de discurso
baixo, Lula prefere a
eletricidade
proporcionada pelas
multidões à frieza das
audiências individuais.
Sua praia é o palanque.
A visão das platéias
hipnotizadas o conduz a
um plano superior.
Agrada-o a sensação de
espectadores que o vêem
como um Deus.
Lula aceita o papel.
Gostosamente. À medida
que se aproxima do
final, seu governo vai
virando um grande
comício. Um comício
entrecortado por
audiências brasilienses.
No caminho para as
estrelas, Lula pisa nos
tribunais, distraído. Em
campanha aberta por
Dilma Rousseff, testa os
limites da Justiça
Eleitoral.
Se o TCU e o Congresso
cortam as verbas de
obras tisnadas pela
irregularidade, o
presidente “dá” o
dinheiro. Com uma
canetada, libera R$ 13
bilhões.
Às favas com os
auditores. Que se dane o
Congresso. A oposição
chiou? São uns
“babacas”. Não se opõem
ao presidente. São
rivais da razão divina.
No discurso de
quarta-feira, aquele em
que celebrou o fato de
que o FMI lhe deve, Lula
exagerou. Brincou de
Deus.
Inaugurava um posto de
saúde em Pernambuco. A
alturas tantas, fez uma
pilhéria premonitória:
“Dá até vontade de a
gente ficar doente para
ser atendido aqui”.
Adoeceu. Não foi à cama
do “seu”
estabelecimento.
Levaram-no, obviamente,
a um hospital de
primeira linha, mais
condizente com sua
condição de presidente.
Lula atravessou uma
dessas experiências que
dão aos (falsos) deuses
a incômoda sensação de
finitude.
Foi como se Deus –o
autêntico, o genuíno
–soprasse nos ouvidos do
seu genérico: “Não
desperdice a
popularidade que Eu te
dei. Aproveite o seu
tempo...”
“...Celebre os acertos,
reveja os erros.
Respeite as diferenças.
Não apequene sua
grandeza. Reaprenda a
saborear as delícias da
humildade!”
Do blog do jornalista
Josias de Souza

A ONU adverte: O
Brasil é um país
corrupto, violento e
racista
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A ONU afirmou em recente
relatório que Brasil,
apesar de todos os
recentes avanços sociais
e econômicos (que o
incluem entre os países
de IDH elevado), ainda é
um país corrupto,
violento e racista. A
Organização das Nações
Unidas disse que o
Brasil padece ainda de
problemas como
desigualdade social,
tortura e impunidade,
principalmente no
sistema
carcerário-judiciário. A
ONU adverte ainda que o
Brasil não cumpriu as
recomendações feitas no
relatório anterior, em
2005, para que o País
adotasse as medidas
diante da crise na
proteção dos direitos
humanos.
Pergunto, qual a novidade nesse
relatório? Nenhuma. O
Brasil continua com os
mesmos problemas de
sempre; há muitas
questões binárias não
sanadas como corrupção x
impunidade, inclusão x
exclusão, ricos x
pobres, educados x
analfabetos etc. Existem
temperos adicionais
nesse caldeirão de
conflitos: trânsito
caótico, motoristas
idiotas e
desrespeitosos,
violência urbana,
sentimento de desapego à
vida, senso geral de
impunidade e o aumento e
banalização do consumo
de drogas. Em nome do
egoísmo de alguns a
maioria sofre o drama de
uma sociedade violenta,
como na luta pela
dominação do tráfico
(quem usa drogas é
responsável por
alimentar o tráfico
armado).
Segundo a ONU as soluções
passam pela maior
presença do Estado para
fornecer educação,
assistencialismo médico,
social e psicológico,
além de um Judiciário
mais eficiente e rápido
na tramitação
processual; um
Ministério Público mais
ativo; reaparelhamento
massivo da Polícia Civil
e Militar, com expulsão
de elementos corrompidos
e melhor remuneração
para os policiais e
mudança geral do quadro
penitenciário.
O antropólogo Roberto da Matta, certa
vez em entrevista,
brincou que Deus quando
criou o mundo disse que
o maior país da América
do Sul seria uma terra
fértil, de clima ameno,
sem frio glacial, sem
terremotos, com lindas
praias e paisagens, com
muita água e riquezas
minerais. Os outros
humanos protestaram e
disseram a Deus que um
país assim seria uma
potência imbatível. O
Criador respondeu: não
será logo uma potência;
esperem para ver o tipo
de gente que eu vou
botar lá para viver!
Querem mudar isso? Apenas com mais
consciência e lucidez na
hora de votar, de buscar
seus direitos e de
respeitar os direitos
alheios! É um passo
gigantesco para um país
que nasceu para ser
gigante.
“O
Besteirol
da Babaquice
Brasileira
- BBB |
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A atual mídia brasileira
( em sua grande maioria)
se resumem a uma
desenfreada futilidade.
Canais de televisão,
emissoras de rádio,
revistas, sites e blogs
nos bombardeiam 24 horas
por dia com futilidades,
e o pior, a coisa é tão
bem feita que de fato
somos tentados a ver,
ler e ouvir futilidades.
Mas por que isso é
assim? Deve ser, creio,
porque, como o povo, via
de regra, não tem boa
educação – no aspecto
amplo do termo –,
consequentemente não tem
cultura e assim é
evidente que coisas
inteligentes não
“pegam”.
Como os veículos de
comunicação dependem de
dinheiro para sobreviver
e como dinheiro provém
de veiculações de
publicidade – e essa
depende de audiência –,
a pesquisa de mercado
entra em ação. De que o
povo gosta? Futilidades!
Então, dá-lhe
futilidades. A televisão
e a internet são os
campeões nesse quesito,
pois o povo gosta de
futilidades que sejam de
fácil acesso, pois a
falta de educação e
cultura sempre vem
acompanhada de preguiça
intelectual.
Se pensarmos que na
Idade Média a formação
intelectual era
privilégio reservado a
pouquíssimos, imagina
com as facilidades
tecnológicas de hoje,
mais o conhecimento
acumulado pelos séculos,
como seria fácil tornar
o ser humano
inteligente, culto e
educado.
Mas não, nada disso
acontece. Via de regra,
a internet é um campo de
superficialidades, mesmo
quando o assunto é
sério. Então, restam os
livros e os mestres.
Como os mestres, ao
estilo dos filmes de
época, quase não
existem, restam os
primeiros. Mas com tanta
futilidade disponível,
não nos resta tempo e
atratividade para ler um
bom livro. Sem ler um
bom livro não
conseguimos desenvolver
nosso intelecto, e assim
vai se formando um ciclo
vicioso pernicioso.
Não podemos esquecer que
o sonho de nove entre 10
jovens é se tornar uma
celebridade. Então,
restam os caminhos
curtos: BBB,
envolvimento com
celebridades, flagras
ridículos, vídeos no You
Tube etc. E haja
futilidade para tudo
isso.
Depois de um BBB, por
exemplo, o participante
fica realmente
importante. Ele é
chamariz para programas
de qualidade duvidosa e
é vigorosamente
aplaudido quando lasca
bordões surrados sobre
política ou problemas
sociais. Nesse caso,
além de celebridade, é
levada à condição de
intelectual.
Quando a celebridade
está em baixa, existem
os demais caminhos da
futilidade para voltar a
mídia: ir a um evento
sem calcinha, com
vestido transparente,
brigar na festa, ir pra
balada e se encontrar
com a ex, ir à praia e
protagonizar cenas
tórridas no banho de
mar, enfim, o
receituário é amplo. Tão
amplo quanto o nosso
interesse por
futilidades.
Enquanto isso a vida vai
passando, os problemas
sociais, ambientais e
políticos vão se
avolumando e nossa
capacidade de melhorar o
mundo, diminuindo.
Quando será o final
desse ciclo e o início
do ciclo do
desenvolvimento
intelectual do ser
humano? Quando
protagonizaremos o culto
à sabedoria, ao belo, ao
respeito e ao
crescimento como seres
sociais?
Os rompantes
autoritários de Lula |
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Em seus oito anos de
excelente governo, o
presidente Luís Inácio
Lula da Silva (PT)
tentou por várias vezes
amordaçar a imprensa e
as instituições
democráticas
brasileiras.
Parece obssessão querer
controlar a mídia e
determinar sua pauta.
Em suas tentativas
malogradas, tem sempre o
apoio da esquerda
radical e da direita
religiosa
fundamentalista, duas
pragas dos tempos
modernos.
Lula já tentou usurpar
da imprensa o direito à
investigação e ao sigilo
da fonte – usando o
Ministério Público para
isso -, já tentou
castrar as liberdades
com a criação de um tal
Conselho Federal de
Jornalismo e tentou
criar o Estatuto da
Cultura, também com
ações de controle da
mídia.
Agora, surge com o tal
Programa Nacional de
Direitos Humanos.
Pensado na medida por
entidades esquerdóides
não-governamentais e por
organizações religiosas
ultra-conservadoras o
plano tem apoio de
professores
universitários
frustrados pelo fracasso
da carreira prática, por
pastores evangélicos em
busca de esconderijo
para suas práticas
odiosas e por ONGs que
detestam a liberdade de
imprensa.
Mas é só a repetição da
mesma vontade lulista de
controlar a mídia,
herança da esquerda
totalitária que destruiu
a Europa oriental no
século XX.
Felizmente, Lula também
é o presidente que mudou
o Brasil.
Apesar dos rompantes
autoritários
Janeiro em Uiraúna
Olá amigos deste Site.
Estive recentemente em
Uiraúna, meu torrão
natal e é claro não pude
me conter em “observar”
alguns fatos, notícias e
fofocas que
indubitavelmente
chamara-me a atenção.
Embora tenha prometido a
minha genitora que não
ia fazer tais “críticas”
não consegui controlar,
e eis aqui alguns
comentários que fiz no
curto período de dias
que fiquei ai:
Reveillon sem
banheiro
O reveillon em Uiraúna
foi marcada por um
belíssimo show
pirotécnico nuca visto
antes em solo
Uiraunense, até ai tudo
bem, parabéns a
prefeita, o que não
ficou claro foi neste
mesmo dia acontecer duas
apresentações musicais
em locais diferentes.
Para muitos isso parecer
ser uma situação normal,
mas na minha cidade não
é bem assim. Bem explico
pra vocês. Aconteceu na
Pça um show com José,
filho de Antonio dos
Colchões, que por sinal
fez um bela apresentação
e embalou a todos com
seu repertório eclético
e uma voz
agradabilíssima. Do
outro lado, acontecia no
mesmo horário um show
com uma das maiores
manifestações cultural
da cidade que é a
orquestra de frevo de do
renomado maestro Geraldo
Moises. Tudo parece
normal se não fosse o
publico. Enquanto na
Praça milhares de
pessoas brigavam por um
espaço para sentar, do
outro lado contavam-se
às pessoas que
prestigiavam a
orquestra. E fiquei
pensando, por que a
prefeitura não uniu o
útil ao agradável, ou
seja, aglutinar estas
duas bandas na pça?. É
bem verdade que a praça
precisa urgentemente de
uma reforma,
principalmente de
banheiros.Eis que uma
dúvida pairou em minha
cabeça onde foi que a
digníssima prefeita e
sua “turma” foram fazer
suas necessidades. Será
que foi na vizinhança?
Ah, já sei! Foi na casa
de Saliege!.É camarada
coisas que só a
politicagem explica e
continuam a tentar
retroceder esta cidade
altaneira.
Demissão em massa
Outra questão no mínimo
esquisita foi o fato da
prefeita demitir um
pouco mais de uma
centena de funcionários
da prefeitura. Em sua
defesa ela alega que uma
divida arcada nos
governos anteriores e
uma tentativa de
aumentar os impostos da
taxa de iluminação
publica teria deixado a
digníssima sem outra
solução a não ser a
demissão de
funcionários. Com esta
medida alguns setores da
Prefeitura pararam
literalmente e eu caros
amigos fui vítima disto.
Estava precisando trocar
meu RG por outro com uma
foto mais recente e fui
comunicado por um
funcionário que isto não
seria possível pois o
encarregado em expedir
este documento não sabia
se ia ficar no emprego.
Acabou a mamata!
Um elogio que faço para
administração publica de
Uiraúna é em relação a
medida tomada pela
prefeita em convocar
alguns funcionários que
estavam só recebendo ou
como dizem por ai, só na
mamata. Isto realmente é
uma ousada decisão digna
de aplausos.
2010 É O SEU ANO |
 |
Pode não ser apenas "um dia após
o outro".
É um novo ano. Um novo ciclo.
Depende de você encarar o novo
ano como algo novo.
É uma nova etapa, novos
desafios. Animo revigorado.
Mesmo que nada tenha mudado,
mude algo em você, será um passo
para modificar o mundo. Sempre
pra melhor.
Acredite que tudo dará certo. E
dará.
É o seu ano.
Agradeço aos meus leitores. Eles
fizeram do blog um sucesso. Não
era pretensão escrevermos tanto
e de forma tão veemente. Mas
valeu a pena termos contribuído,
eu aqui no teclado e os leitores
acompanhando, para alguma
modificação.
Para encerrar, deixo a letra de
uma composição de Raul Seixas,
Marcelo Motta e Paulo Coelho.
Leia, reflita e tome para si
essa mensagem.
Veja!
Não diga que a canção
Está perdida
Tenha em fé em Deus
Tenha fé na vida
Tente outra vez!...
Beba!
Pois a água viva
Ainda tá na fonte
(Tente outra vez!)
Você tem dois pés
Para cruzar a ponte
Nada acabou!
Não! Não! Não!...
Oh! Oh! Oh! Oh!
Tente!
Levante sua mão sedenta
E recomece a andar
Não pense
Que a cabeça agüenta
Se você parar
Não! Não! Não!
Não! Não! Não!...
Há uma voz que canta
Uma voz que dança
Uma voz que gira
Bailando no ar
Uh! Uh! Uh!...
Queira!
Basta ser sincero
E desejar profundo
Você será capaz
De sacudir o mundo
Vai!
Tente outra vez!
Humrum!...
Tente!
E não diga
Que a vitória está perdida
Se é de batalhas
Que se vive a vida
Tente outra vez!...

O Poder das Palavras
Deve ter sido mera coincidência,
mas não deixou de ser
conveniente a publicação, no
mesmo dia, pelo Correio
Braziliense, de duas
reportagens tratando de questões
ligadas à linguagem. Aconteceu
na edição de ontem. Uma delas
discutia o projeto de lei do
deputado Aldo Rebelo (PC do
B-SP), que proíbe o excesso do
uso de palavras estrangeiras no
Brasil. A outra contava o fim da
pendenga entre China e Estados
Unidos para a libertação dos 24
tripulantes de um avião
americano detido em território
chinês. O que uma coisa tem a
ver com outra? Tudo.
Os
Estados Unidos só conseguiram a
liberdade para os tripulantes do
avião depois de atenderem às
exigências do governo chinês. E
o que os chineses queriam? Um
pedido de desculpas pelo
incidente. Nada de milhões de
dólares ou a redução das armas
nucleares. “We are very sorry”
(sentimos muito, desculpem-nos),
capitulou o presidente dos
Estados Unidos, George Bush. O
governo chinês saiu do episódio
com a fama de grande
estrategista diplomático por
fazer o governo norte-americano
dizer aquela expressão numa
carta oficial.
A
lenga-lenga entre Estados Unidos
e China durou onze dias e está
considerada a pior crise
diplomática entre as duas
potências nucleares desde o fim
da Guerra Fria. Já se imaginava
até a possibilidade do início de
um conflito militar se os
Estados Unidos não dissessem o
tal we are very sorry –
uma expressãozinha corriqueira,
aliás, que os americanos usam a
toda hora, quando roçam no
cotovelo uns dos outros.
O
episódio internacional tem
ligação com o projeto do
deputado Rebelo porque demonstra
a força das palavras. É óbvio
que, na disputa entre chineses e
americanos, não estava em jogo o
uso desta ou daquela expressão
por questões gramaticais ou
formalidades burocráticas.
Estava em discussão o sentido
amplo das palavras. Um pedido de
desculpas, no caso, significou
humildade, reconhecimento de um
erro, arrependimento e respeito
pela parte atingida. Não se
tratou apenas de uma palavra,
mas de uma atitude. Era isso que
os chineses queriam e os
americanos relutavam em dar.
O
projeto do deputado, portanto,
tem razão de ser. Talvez, na
prática, não consiga mesmo
inibir o uso de palavras
estrangeiras no cotidiano
brasileiro, mas não se pode
dizer que se trata de um projeto
excêntrico ou engraçado –
jurássico, diriam alguns.
Palavras são sempre muito
poderosas. Quem já disse eu
te amo alguma vez na vida
sabe disso! |
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Talento |
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Talento é algo extraordinário. A
internet também. Assisti a um
video no YouTube, outro dia, que
mostrava uma voluntária da
igreja de meia-idade Susan
Boyle, de 47 anos. A mulher tem
uma voz de um anjo, e se tornou
uma inusitada estrela da música
britânica. Coisas da internet.
Cliquei na notícia que mostrava
como a moça surpreendeu os
juízes e a audiência quando
cantou no concurso televisivo
“Britain’s Got Talent” (“A
Grã-Bretanha Tem Talento”).
O clipe da apresentação de Susan
Boyle no YouTube foi assistido
próximo a 3 milhões de vezes. A
escocesa está desempregada e
surpreendeu de novo quando
afirmou que “nunca foi beijada”.
Ela não foi só recebida com
indiferença, mas com um certo
cinismo pelo seu aspecto pouco
cuidado, um vestido simples e
muita simplicidade. Muita. Os
juízes - muito exigentes -
torceram o nariz quando ela
afirmou que sua ambição era ser
uma cantora profissional.
Tudo bem, você pode me dizer que
“talento” também é uma certa
balela de vários cursos que
dizem ter, de fazer, de
surpreender. Essa coisa meio
intangível, que sabemos o que é
mas não dá para definir. Defina
aí o que é “gene”… Pois é, não
tem definição, é utilizado na
Ciência, e ninguém dá a mínima
para defini-lo. Embora se espere
que a Ciência defina tudo.
Timtim por timtim.
Andei procurando saber - também
na internet - a origem da
palavra talento. Aliás, há um
certo abandono nos dias de hoje
do “Pai dos burros”. O
dicionário foi relegado a apenas
uma página a mais na Grande
Rede. Lembro da época de
infância que meu pai tinha uma
enciclopédia muito legal que se
chamava Lello ou Lelo. Enorme
para meus dedos miúdos. Com
alguns desenhos muito
interessantes, bem feitos. E o
cheiro delicioso de papel velho.
Que só sinto em bibliotecas
grandes com aqueles livros
antigos e de alguma forma
aconchegantes - a memória nossa
está lá.
E o que encontrei? Que Júlio
César deu 100 talentos de ouro
como dote do casamento de sua
filha Júlia Cesaris com Pompeu.
O correspondente a quase quatro
toneladas de ouro! Ou seja,
talento era dinheiro. Mas acho
mesmo que “talento” virou
sinônimo de “dom” quando Jesus
utilizou aquela parábola em que
ele fala dos homens que teriam
recebidos talentos do senhor. Um
utilizou, outro guardou. Deve
ter havido aí a transferência de
“senhor” para Deus.
Afinal, o que o Ronaldo anda
fazendo com a bola é graças à
sua estrela ou talento? O velho
Mozart - o eterno e incomparável
- era talentoso. Desde pequeno,
surpreendente. Alias, talento
reconhecido. E os outros? E
aqueles que estão perdidos aí no
meio da selva de pedra? Às vezes
me pergunto quantos desses hoje
são frustrados e alcoólatras. Ou
são meteoros que morrem
esquecidos como o velho Camões.
Faleceu em um hospital,
miserável, no ano de 1580.
Uma dessas faces surpreendentes
sai do mesmo programa. Fiquei me
perguntando que pensava Paul
Potts - um vendedor de celular
que ganhou o “Britain’s Got
Talent”. Seria surpresa? Seria
desengano? Dono de uma voz
igualmente belíssima, Paul não
sorriu. Diferentemente de Susan
Boyle. Olhava fixamente os
jurados enquanto falava. Mas
tinha uma expressão de graça, de
abençoado quando cantava.
É isso que deixa as pessoas
talentosas? O pó mágico que os
anjos pingam naquele momento
exato? “Ma il mio mistero e
chiuso in me/ il nome mio nessun
saprá!”. (Mas o meu mistério
está fechado em mim/ O meu nome
ninguém saberá!), como diria a
bela “Nessum dorma”. Para
finalizar “Desvaneça, ó noite!/
Desapareçam, estrelas!
Desapareçam, estrelas! Pela
manhã vencerei! Vencerei!
vencerei!” Deve ser essa a
oração do talento.
Possivel-mente.
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Marginália |
Eu,
brasileiro, confesso minha
culpa, meu pecado,
Meu sonho desesperado, meu bem
guardado segredo,
Minha aflição.
Eu, brasileiro, confesso minha
culpa, meu degredo,
Pão seco de cada dia, tropical
melancolia,
Negra solidão.
Aqui é o fim do mundo, aqui é o
fim do mundo,
Aqui é o fim do mundo…
Aqui o terceiro mundo pede a
bênção e vai dormir
Entre cascatas, palmeiras,
araçás e bananeiras,
Ao canto da juriti
Aqui, meu banho de glória, aqui,
meu laço e cadeira.
Conheço bem minha história,
começa na lua cheia,
Termina antes do fim.
Aqui é o fim do mundo, aqui é o
fim do mundo,
Aqui é o fim do mundo…
Minha terra tem palmeiras onde
sopra o vento forte
Da fome, do medo e, muito
principalmente, da morte.
Ô lelê, ô lalá…
A bomba explode lá fora, agora o
que vou temer?
Oh, Yes, nós temos bananas até
para sar e vender.
Ô lelê, ô lalá…
Aqui é o fim do mundo, aqui é o
fim do mundo,
Aqui é o fim do mundo…
(Gilberto Gil e Torquato Neto.
In: Gilberto Gil. São Paulo:
Abril
Educação, 1982. p. 28-9. Col.
Literatura Comentada.)
Esse poema pertence ao
Tropicalismo, movimento do fim
da década de 1960 inspirado na
idéia da necessidade de
assumirmos nossa cultural
tropical, porém de maneira
crítica. Nesse sentido,
expressões como culpa, pecado e
aflição referem-se ao fato de o
Brasil ser visto como “fim do
mundo”, “o terceiro mundo” etc.
Para criar um panorama do país,
o texto reinterpreta referências
culturais, históricas e
literárias. O primeiro verso é
uma forte referência religiosa,
o ato de contrição católico:
“Eu, pecador, me confesso a Deus
todo-poderoso”. “Ao canto da
juriti” é uma referência ao
livro Iracema, de José de
Alencar. “Minha terra tem
palmeiras, onde sopra o vento
forte” paródia a “Canção do
exílio”, de Gonçalves Dias. Há,
também, inúmeras referências a
canções populares, como “Yes,
nós temos bananas” e o refrão “ô
lelê, ô lalá”. Todo o texto está
carregado de ironia.
Carnaval: Chuva, Uiraúna e
Cerveja
A expressão usada por Caetano
Veloso, na música “Chuva Suor e
Cerveja” (Rain, Sweat and Bear)
constituem um apelo ao prazer,
um convite à celebração da
alegria, ou seja, tudo que é
proporcionado no carnaval de
Uiraúna. Os três elementos,
chuva, suor e cerveja, têm, na
música, um valor conotativo.
Dentro do contexto, esses
elementos possuem vários traços
comuns: o seu estado líquido, a
associação com a descontração,
ausência de repressão, o
sentimento de euforia, prazer e
alegria. No que diz respeito ao
carnaval uiraunense, estes
elementos correspondem a mais
repleta alegria de brincar,
festejar degustar. Ora amigos,
nada melhor do que a
contemplação do inverno, o
cheirinho da chuva, o nublar da
aurora e se tratando de uma
cidade onde este fenômeno
natural é tão escasso podemos
chamar de fenomenal!!!. O suor e
a alegria dos blocos de rua
encantam esta cidade magnífica e
me faz lembrar os extintos:
Samba e seca, Ou vai ou Racha e
sem dúvida o estonteante SPAIA
MERDA, bloco no qual tive a hora
de participar e aproveito também
para fazer um apelo: João Neto,
não deixe o bloco acabar!
Portanto, viva o Carnaval, viva
Uiraúna e viva a Cerveja
elementos indispensáveis que
melhor representa as festas, o
amor e a alegria.
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