Página inicial 
Arquivo 
Áudio
Telefone 
Eventos
Albino Luttiano
Equipe
Contatos
 
 
Capivara FM 
Rádio Oeste AM
Nova Brasil FM
Patamute FM
Arapuan FM
 
 
 
PARCEIROS
    
Felc  CÂmara municipal Serra  de Luis Gomes  Portal Santarém Uiraúna Esportivo SuperCine2009 Radar Sertanejo Claro Tim Oi Vivo Bradesco Banco do Brasil Banco Real Caixa Prefeitura de Uiraúna Unibanco Hsbc   DJT Webdesign  
 
Colunistas
 

 

 

Antonio Adaiton
Helton Pereira Napoleão
Eronildo dos Santos
Francisco José
Geraldo Andrade
Padre Djacy Brasileiro
Victor Emanuel

 

 

 

 

 

 

               Imprimir Página
CHICO XAVIER, O FILME
A revista Época que circular essa semana traz como reportagem de capa a vida do médium mineiro Chico Xavier.

“...Como se explica que um homem pobre, doente e semi-instruído, nascido mulato no início do século passado, em um rincão distante de Minas Gerais, viesse a se tornar, ao longo de seus 92 anos de vida, e sobretudo depois dela, uma espécie de mito brasileiro – um nome capaz de emocionar, motivar e organizar as pessoas em torno de uma fé e do trabalho filantrópico que ela inspira? O que havia na personalidade e nas ideias daquele homem careca, estrábico, sempre de peruca e óculos escuros, que se expressava com a fala pausada e amanteigada dos mineiros, capaz de sobreviver a sua morte em 2002 e transformá-lo em objeto de culto, de estudo e de interesse crescente dos meios de comunicação? Por que o celibatário ao mesmo tempo doce e obstinado, que se dizia capaz de conversar com os mortos e foi perseguido e ridicularizado por isso, conseguiu expressar tão bem a alma brasileira a ponto de tornar-se, ele mesmo, um ícone popular e uma figura respeitada mesmo entre aqueles que não compartilham de suas polêmicas convicções?

As respostas a essas perguntas, se elas existirem, talvez surjam no decorrer deste ano, quando se celebra, com uma onda de filmes, o centenário de nascimento de Chico Xavier, o médium mais conhecido do mundo e uma das personalidades mais queridas dos brasileiros...”

O filme CHICO XAVIER, sobre a vida do maior médium espírita do século XX, foi produzido pela Globo Filmes e a Sony Pictures. O filme custou  7 milhões de reais, um dos filmes mais caros já produzidos no Brasil e está previsto para ser lançado no dia 2 de abril. O ator Nelson Xavier (67 anos), o líder espiritual no cinema, com direção de Daniel Filho.

Uma Imagem que a Globo se recusou a mostrar

Uma  imagem que foi filmada por todas as grandes redes de televisão brasileiras (exceto a globo).mostra um gari que  tira para dançar a ministra e pré-candidata do PT à presidência, Dilma Rousseff, observada pelo governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB).

Seria, no mínimo, uma imagem curiosa do carnaval, já que se trata de uma candidata a presidente.

Mas a Rede Globo preferiu falar de Paris Hilton e Madonna. Ignorou a ministra porque não quer a ministra presidente do Brasil.

A mídia quatrocentona-falida-serrista-e-anti-nordestina prefere ignorar a força popular de Lula e Dilma.

Prefere esconder o caricato Serra do noticiário para que não pague mico pela falta de espontaneidade popular.

Ele nem foi ao Rio, com medo de passar constrangimento.

Mas a Globo prefere mostrar Jesus Luz e Madonna…

AO BRINCAR DE DEUS, LULA SE DÁ CONTA DE QUE É MORTAL

Do blog do jornalista Josias de Souza

As piadas, como as ideologias, são moldadas pelo tempo. Corre em Brasília uma dessas anedotas velhas que as circunstâncias se encarregam de ajustar.

O presidente saía do banho. Trazia uma toalha amarrada na cintura. A caminho do closet, deu de cara com uma camareira do Alvorada.

Súbito, o nó que prendia a toalha se desfez. E o pedaço de pano que lhe protegia as vergonhas foi ao solo. A camareira arregalou os olhos: “Óhhhh! Meu Deus!''.

E o presidente, com ar de indisfarçável superioridade: “Sim, sim, companheira. Mas pode me chamar de Lula”.

Na última quarta-feira, falando para uma platéia de pernambucanos amistosos, Lula discorreu sobre algo que lhe causa jucunda satisfação.

“Vocês estão lembrados, o orgulho que eu tenho, quando o FMI chegava aqui no Brasil humilhando o governo brasileiro...”

“...Já descia no aeroporto, dando palpite, dizendo o que a gente tinha que comprar, o que a gente tinha que vender, o que a gente tinha que estatizar...”

“...Agora quem fala grosso sou eu. Porque, se antes era o Brasil que devia ao FMI e ficava que nem cachorrinho magro, com o rabo entre as pernas, agora quem me deve é o FMI”.

Vale a pena repetir dois pedaços do raciocínio do presidente. O primeiro: “Agora quem fala grosso sou eu.” O outro: “Agora quem me deve é o FMI”.

Os ouvidos sensatos alcançados pelo lero-lero de Lula viram-se tentados a perguntar: Eu quem, divino presidente? Eu quem, supremo mandatário?

Ora, quem deu o dinheiro que o Brasil borrifou nas arcas do FMI foi a bugrada. Lula apenas o gastou. O Fundo deve aos brasileiros, não a Sua Excelência.

Parece implicância, mas é preciso dizer: Tudo leva a crer que algo de muito errado sucede com a cabeça do presidente da República.

Falta-lhe o parafuso que fixa as sinapses que ligam os neurônios do bom-senso aos da humildade. Lula esforça-se para mimetizar Luís XIV de Bourbon.

O soberano francês foi ao verbete da enciclopédia como autor da frase fatídica: “L’État c’est moi”. Lula o ecoa: “O Estado sou Eu”.

O presidente não gosta da rotina de Brasília. A idéia de acordar, pendurar uma gravata no pescoço e ir ao Planalto para receber, digamos, Edison Lobão o aborrece.

Dono de popularidade alta e de discurso baixo, Lula prefere a eletricidade proporcionada pelas multidões à frieza das audiências individuais.

Sua praia é o palanque. A visão das platéias hipnotizadas o conduz a um plano superior. Agrada-o a sensação de espectadores que o vêem como um Deus.

Lula aceita o papel. Gostosamente. À medida que se aproxima do final, seu governo vai virando um grande comício. Um comício entrecortado por audiências brasilienses.

No caminho para as estrelas, Lula pisa nos tribunais, distraído. Em campanha aberta por Dilma Rousseff, testa os limites da Justiça Eleitoral.

Se o TCU e o Congresso cortam as verbas de obras tisnadas pela irregularidade, o presidente “dá” o dinheiro. Com uma canetada, libera R$ 13 bilhões.

Às favas com os auditores. Que se dane o Congresso. A oposição chiou? São uns “babacas”. Não se opõem ao presidente. São rivais da razão divina.

No discurso de quarta-feira, aquele em que celebrou o fato de que o FMI lhe deve, Lula exagerou. Brincou de Deus.

Inaugurava um posto de saúde em Pernambuco. A alturas tantas, fez uma pilhéria premonitória: “Dá até vontade de a gente ficar doente para ser atendido aqui”.

Adoeceu. Não foi à cama do “seu” estabelecimento. Levaram-no, obviamente, a um hospital de primeira linha, mais condizente com sua condição de presidente.

Lula atravessou uma dessas experiências que dão aos (falsos) deuses a incômoda sensação de finitude.

Foi como se Deus –o autêntico, o genuíno –soprasse nos ouvidos do seu genérico: “Não desperdice a popularidade que Eu te dei. Aproveite o seu tempo...”

“...Celebre os acertos, reveja os erros. Respeite as diferenças. Não apequene sua grandeza. Reaprenda a saborear as delícias da humildade!”

                                                                                 Do blog do jornalista Josias de Souza

A ONU adverte: O Brasil é um país corrupto, violento e racista

         A ONU afirmou em recente relatório que Brasil, apesar de todos os recentes avanços sociais e econômicos (que o incluem entre os países de IDH elevado), ainda é um país corrupto, violento e racista. A Organização das Nações Unidas disse que o Brasil padece ainda de problemas como desigualdade social, tortura e impunidade, principalmente no sistema carcerário-judiciário. A ONU adverte ainda que o Brasil não cumpriu as recomendações feitas no relatório anterior, em 2005, para que o País adotasse as medidas diante da crise na proteção dos direitos humanos.


         Pergunto, qual a novidade nesse relatório? Nenhuma. O Brasil continua com os mesmos problemas de sempre; há muitas questões binárias não sanadas como corrupção x impunidade, inclusão x exclusão, ricos x pobres, educados x analfabetos etc. Existem temperos adicionais nesse caldeirão de conflitos: trânsito caótico, motoristas idiotas e desrespeitosos, violência urbana, sentimento de desapego à vida, senso geral de impunidade e o aumento e banalização do consumo de drogas. Em nome do egoísmo de alguns a maioria sofre o drama de uma sociedade violenta, como na luta pela dominação do tráfico (quem usa drogas é responsável por alimentar o tráfico armado).


         Segundo a ONU as soluções passam pela maior presença do Estado para fornecer educação, assistencialismo médico, social e psicológico, além de um Judiciário mais eficiente e rápido na tramitação processual; um Ministério Público mais ativo; reaparelhamento massivo da Polícia Civil e Militar, com expulsão de elementos corrompidos e melhor remuneração para os policiais e mudança geral do quadro penitenciário.


        O antropólogo Roberto da Matta, certa vez em entrevista, brincou que Deus quando criou o mundo disse que o maior país da América do Sul seria uma terra fértil, de clima ameno, sem frio glacial, sem terremotos, com lindas praias e paisagens, com muita água e riquezas minerais. Os outros humanos protestaram e disseram a Deus que um país assim seria uma potência imbatível. O Criador respondeu: não será logo uma potência; esperem para ver o tipo de gente que eu vou botar lá para viver!


       Querem mudar isso? Apenas com mais consciência e lucidez na hora de votar, de buscar seus direitos e de respeitar os direitos alheios! É um passo gigantesco para um país que nasceu para ser gigante.

 

“O Besteirol da Babaquice Brasileira - BBB

A atual mídia brasileira ( em sua grande maioria) se resumem a uma desenfreada futilidade. Canais de televisão, emissoras de rádio, revistas, sites e blogs nos bombardeiam 24 horas por dia com futilidades, e o pior, a coisa é tão bem feita que de fato somos tentados a ver, ler e ouvir futilidades. Mas por que isso é assim? Deve ser, creio, porque, como o povo, via de regra, não tem boa educação – no aspecto amplo do termo –, consequentemente não tem cultura e assim é evidente que coisas inteligentes não “pegam”.

Como os veículos de comunicação dependem de dinheiro para sobreviver e como dinheiro provém de veiculações de publicidade – e essa depende de audiência –, a pesquisa de mercado entra em ação. De que o povo gosta? Futilidades! Então, dá-lhe futilidades. A televisão e a internet são os campeões nesse quesito, pois o povo gosta de futilidades que sejam de fácil acesso, pois a falta de educação e cultura sempre vem acompanhada de preguiça intelectual.

Se pensarmos que na Idade Média a formação intelectual era privilégio reservado a pouquíssimos, imagina com as facilidades tecnológicas de hoje, mais o conhecimento acumulado pelos séculos, como seria fácil tornar o ser humano inteligente, culto e educado.

Mas não, nada disso acontece. Via de regra, a internet é um campo de superficialidades, mesmo quando o assunto é sério. Então, restam os livros e os mestres. Como os mestres, ao estilo dos filmes de época, quase não existem, restam os primeiros. Mas com tanta futilidade disponível, não nos resta tempo e atratividade para ler um bom livro. Sem ler um bom livro não conseguimos desenvolver nosso intelecto, e assim vai se formando um ciclo vicioso pernicioso.

Não podemos esquecer que o sonho de nove entre 10 jovens é se tornar uma celebridade. Então, restam os caminhos curtos: BBB, envolvimento com celebridades, flagras ridículos, vídeos no You Tube etc. E haja futilidade para tudo isso.

Depois de um BBB, por exemplo, o participante fica realmente importante. Ele é chamariz para programas de qualidade duvidosa e é vigorosamente aplaudido quando lasca bordões surrados sobre política ou problemas sociais. Nesse caso, além de celebridade, é levada à condição de intelectual.

Quando a celebridade está em baixa, existem os demais caminhos da futilidade para voltar a mídia: ir a um evento sem calcinha, com vestido transparente, brigar na festa, ir pra balada e se encontrar com a ex, ir à praia e protagonizar cenas tórridas no banho de mar, enfim, o receituário é amplo. Tão amplo quanto o nosso interesse por futilidades.

Enquanto isso a vida vai passando, os problemas sociais, ambientais e políticos vão se avolumando e nossa capacidade de melhorar o mundo, diminuindo.

Quando será o final desse ciclo e o início do ciclo do desenvolvimento intelectual do ser humano? Quando protagonizaremos o culto à sabedoria, ao belo, ao respeito e ao crescimento como seres sociais?

Os rompantes autoritários de Lula

Em seus oito anos de excelente governo, o presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) tentou por várias vezes amordaçar a imprensa e as instituições democráticas brasileiras.

Parece obssessão querer controlar a mídia e determinar sua pauta.

Em suas tentativas malogradas, tem sempre o apoio da esquerda radical e da direita religiosa fundamentalista, duas pragas dos tempos modernos.

Lula já tentou usurpar da imprensa o direito à investigação e ao sigilo da fonte – usando o Ministério Público para isso -, já tentou castrar as liberdades com a criação de um tal Conselho Federal de Jornalismo e tentou criar o Estatuto da Cultura, também com ações de controle da mídia.

Agora, surge com o tal Programa Nacional de Direitos Humanos.

Pensado na medida por entidades esquerdóides não-governamentais e por organizações religiosas ultra-conservadoras o plano tem apoio de professores universitários frustrados pelo fracasso da carreira prática, por pastores evangélicos em busca de esconderijo para suas práticas odiosas e por ONGs que detestam a liberdade de imprensa.

Mas é só a repetição da mesma vontade lulista de controlar a mídia, herança da esquerda totalitária que destruiu a Europa oriental no século XX.

Felizmente, Lula também é o presidente que mudou o Brasil.

Apesar dos rompantes autoritários



Janeiro em Uiraúna

Olá amigos deste Site. Estive recentemente em Uiraúna, meu torrão natal e é claro não pude me conter em “observar” alguns fatos, notícias e fofocas que indubitavelmente chamara-me a atenção. Embora tenha prometido a minha genitora que não ia fazer tais “críticas” não consegui controlar, e eis aqui alguns comentários que fiz no curto período de dias que fiquei ai:

Reveillon sem banheiro

O reveillon em Uiraúna foi marcada por um belíssimo show pirotécnico nuca visto antes em solo Uiraunense, até ai tudo bem, parabéns a prefeita, o que não ficou claro foi neste mesmo dia acontecer duas apresentações musicais em locais diferentes. Para muitos isso parecer ser uma situação normal, mas na minha cidade não é bem assim. Bem explico pra vocês. Aconteceu na Pça um show com José, filho de Antonio dos Colchões, que por sinal fez um bela apresentação e embalou a todos com seu repertório eclético e uma voz agradabilíssima. Do outro lado, acontecia no mesmo horário um show com uma das maiores manifestações cultural da cidade que é a orquestra de frevo de do renomado maestro Geraldo Moises. Tudo parece normal se não fosse o publico. Enquanto na Praça milhares de pessoas brigavam por um espaço para sentar, do outro lado contavam-se às pessoas que prestigiavam a orquestra. E fiquei pensando, por que a prefeitura não uniu o útil ao agradável, ou seja, aglutinar estas duas bandas na pça?. É bem verdade que a praça precisa urgentemente de uma reforma, principalmente de banheiros.Eis que uma dúvida pairou em minha cabeça onde foi que a digníssima prefeita e sua “turma” foram fazer suas necessidades. Será que foi na vizinhança? Ah, já sei! Foi na casa de Saliege!.É camarada coisas que só a politicagem explica e continuam a tentar retroceder esta cidade altaneira.

Demissão em massa

Outra questão no mínimo esquisita foi o fato da prefeita demitir um pouco mais de uma centena de funcionários da prefeitura. Em sua defesa ela alega que uma divida arcada nos governos anteriores e uma tentativa de aumentar os impostos da taxa de iluminação publica teria deixado a digníssima sem outra solução a não ser a demissão de funcionários. Com esta medida alguns setores da Prefeitura pararam literalmente e eu caros amigos fui vítima disto. Estava precisando trocar meu RG por outro com uma foto mais recente e fui comunicado por um funcionário que isto não seria possível pois o encarregado em expedir este documento não sabia se ia ficar no emprego.

Acabou a mamata!

Um elogio que faço para administração publica de Uiraúna é em relação a medida tomada pela prefeita em convocar alguns funcionários que estavam só recebendo ou como dizem por ai, só na mamata. Isto realmente é uma ousada decisão digna de aplausos.

 

2010 É O SEU ANO


Pode não ser apenas "um dia após o outro".
É um novo ano. Um novo ciclo. Depende de você encarar o novo ano como algo novo.
É uma nova etapa, novos desafios. Animo revigorado.
Mesmo que nada tenha mudado, mude algo em você, será um passo para modificar o mundo. Sempre pra melhor.
Acredite que tudo dará certo. E dará.
É o seu ano.
Agradeço aos meus leitores. Eles fizeram do blog um sucesso. Não era pretensão escrevermos tanto e de forma tão veemente. Mas valeu a pena termos contribuído, eu aqui no teclado e os leitores acompanhando, para alguma modificação.
Para encerrar, deixo a letra de uma composição de Raul Seixas, Marcelo Motta e Paulo Coelho.
Leia, reflita e tome para si essa mensagem.
Veja!
Não diga que a canção
Está perdida
Tenha em fé em Deus
Tenha fé na vida
Tente outra vez!...

Beba!
Pois a água viva
Ainda tá na fonte
(Tente outra vez!)
Você tem dois pés
Para cruzar a ponte
Nada acabou!
Não! Não! Não!...

Oh! Oh! Oh! Oh!
Tente!
Levante sua mão sedenta
E recomece a andar
Não pense
Que a cabeça agüenta
Se você parar
Não! Não! Não!
Não! Não! Não!...

Há uma voz que canta
Uma voz que dança
Uma voz que gira
Bailando no ar
Uh! Uh! Uh!...

Queira!
Basta ser sincero
E desejar profundo
Você será capaz
De sacudir o mundo
Vai!
Tente outra vez!
Humrum!...

Tente!
E não diga
Que a vitória está perdida
Se é de batalhas
Que se vive a vida
Tente outra vez!...

O Poder das Palavras

Deve ter sido mera coincidência, mas não deixou de ser conveniente a publicação, no mesmo dia, pelo Correio Braziliense, de duas reportagens tratando de questões ligadas à linguagem. Aconteceu na edição de ontem. Uma delas discutia o projeto de lei do deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP), que proíbe o excesso do uso de palavras estrangeiras no Brasil. A outra contava o fim da pendenga entre China e Estados Unidos para a libertação dos 24 tripulantes de um avião americano detido em território chinês. O que uma coisa tem a ver com outra? Tudo.

Os Estados Unidos só conseguiram a liberdade para os tripulantes do avião depois de atenderem às exigências do governo chinês. E o que os chineses queriam? Um pedido de desculpas pelo incidente. Nada de milhões de dólares ou a redução das armas nucleares. “We are very sorry” (sentimos muito, desculpem-nos), capitulou o presidente dos Estados Unidos, George Bush. O governo chinês saiu do episódio com a fama de grande estrategista diplomático por fazer o governo norte-americano dizer aquela expressão numa carta oficial.

A lenga-lenga entre Estados Unidos e China durou onze dias e está considerada a pior crise diplomática entre as duas potências nucleares desde o fim da Guerra Fria. Já se imaginava até a possibilidade do início de um conflito militar se os Estados Unidos não dissessem o tal we are very sorry – uma expressãozinha corriqueira, aliás, que os americanos usam a toda hora, quando roçam no cotovelo uns dos outros.

O episódio internacional tem ligação com o projeto do deputado Rebelo porque demonstra a força das palavras. É óbvio que, na disputa entre chineses e americanos, não estava em jogo o uso desta ou daquela expressão por questões gramaticais ou formalidades burocráticas. Estava em discussão o sentido amplo das palavras. Um pedido de desculpas, no caso, significou humildade, reconhecimento de um erro, arrependimento e respeito pela parte atingida. Não se tratou apenas de uma palavra, mas de uma atitude. Era isso que os chineses queriam e os americanos relutavam em dar.

O projeto do deputado, portanto, tem razão de ser. Talvez, na prática, não consiga mesmo inibir o uso de palavras estrangeiras no cotidiano brasileiro, mas não se pode dizer que se trata de um projeto excêntrico ou engraçado – jurássico, diriam alguns. Palavras são sempre muito poderosas. Quem já disse eu te amo alguma vez na vida sabe disso!

Talento

Talento é algo extraordinário. A internet também. Assisti a um video no YouTube, outro dia, que mostrava uma voluntária da igreja de meia-idade Susan Boyle, de 47 anos. A mulher tem uma voz de um anjo, e se tornou uma inusitada estrela da música britânica. Coisas da internet. Cliquei na notícia que mostrava como a moça surpreendeu os juízes e a audiência quando cantou no concurso televisivo “Britain’s Got Talent” (“A Grã-Bretanha Tem Talento”).

O clipe da apresentação de Susan Boyle no YouTube foi assistido próximo a 3 milhões de vezes. A escocesa está desempregada e surpreendeu de novo quando afirmou que “nunca foi beijada”. Ela não foi só recebida com indiferença, mas com um certo cinismo pelo seu aspecto pouco cuidado, um vestido simples e muita simplicidade. Muita. Os juízes - muito exigentes - torceram o nariz quando ela afirmou que sua ambição era ser uma cantora profissional.

Tudo bem, você pode me dizer que “talento” também é uma certa balela de vários cursos que dizem ter, de fazer, de surpreender. Essa coisa meio intangível, que sabemos o que é mas não dá para definir. Defina aí o que é “gene”… Pois é, não tem definição, é utilizado na Ciência, e ninguém dá a mínima para defini-lo. Embora se espere que a Ciência defina tudo. Timtim por timtim.

Andei procurando saber - também na internet - a origem da palavra talento. Aliás, há um certo abandono nos dias de hoje do “Pai dos burros”. O dicionário foi relegado a apenas uma página a mais na Grande Rede. Lembro da época de infância que meu pai tinha uma enciclopédia muito legal que se chamava Lello ou Lelo. Enorme para meus dedos miúdos. Com alguns desenhos muito interessantes, bem feitos. E o cheiro delicioso de papel velho. Que só sinto em bibliotecas grandes com aqueles livros antigos e de alguma forma aconchegantes - a memória nossa está lá.

E o que encontrei? Que Júlio César deu 100 talentos de ouro como dote do casamento de sua filha Júlia Cesaris com Pompeu. O correspondente a quase quatro toneladas de ouro! Ou seja, talento era dinheiro. Mas acho mesmo que “talento” virou sinônimo de “dom” quando Jesus utilizou aquela parábola em que ele fala dos homens que teriam recebidos talentos do senhor. Um utilizou, outro guardou. Deve ter havido aí a transferência de “senhor” para Deus.

Afinal, o que o Ronaldo anda fazendo com a bola é graças à sua estrela ou talento? O velho Mozart - o eterno e incomparável - era talentoso. Desde pequeno, surpreendente. Alias, talento reconhecido. E os outros? E aqueles que estão perdidos aí no meio da selva de pedra? Às vezes me pergunto quantos desses hoje são frustrados e alcoólatras. Ou são meteoros que morrem esquecidos como o velho Camões. Faleceu em um hospital, miserável, no ano de 1580.

Uma dessas faces surpreendentes sai do mesmo programa. Fiquei me perguntando que pensava Paul Potts - um vendedor de celular que ganhou o “Britain’s Got Talent”. Seria surpresa? Seria desengano? Dono de uma voz igualmente belíssima, Paul não sorriu. Diferentemente de Susan Boyle. Olhava fixamente os jurados enquanto falava. Mas tinha uma expressão de graça, de abençoado quando cantava.

É isso que deixa as pessoas talentosas? O pó mágico que os anjos pingam naquele momento exato? “Ma il mio mistero e chiuso in me/ il nome mio nessun saprá!”. (Mas o meu mistério está fechado em mim/ O meu nome ninguém saberá!), como diria a bela “Nessum dorma”. Para finalizar “Desvaneça, ó noite!/ Desapareçam, estrelas! Desapareçam, estrelas! Pela manhã vencerei! Vencerei! vencerei!” Deve ser essa a oração do talento. Possivel-mente.
 

Marginália

Eu, brasileiro, confesso minha culpa, meu pecado,

Meu sonho desesperado, meu bem guardado segredo,

Minha aflição.

Eu, brasileiro, confesso minha culpa, meu degredo,

Pão seco de cada dia, tropical melancolia,

Negra solidão.

Aqui é o fim do mundo, aqui é o fim do mundo,

Aqui é o fim do mundo…

Aqui o terceiro mundo pede a bênção e vai dormir

Entre cascatas, palmeiras, araçás e bananeiras,

Ao canto da juriti

Aqui, meu banho de glória, aqui, meu laço e cadeira.

Conheço bem minha história, começa na lua cheia,

Termina antes do fim.

Aqui é o fim do mundo, aqui é o fim do mundo,

Aqui é o fim do mundo…

Minha terra tem palmeiras onde sopra o vento forte

Da fome, do medo e, muito principalmente, da morte.

Ô lelê, ô lalá…

A bomba explode lá fora, agora o que vou temer?

Oh, Yes, nós temos bananas até para sar e vender.

Ô lelê, ô lalá…

Aqui é o fim do mundo, aqui é o fim do mundo,

Aqui é o fim do mundo…

(Gilberto Gil e Torquato Neto. In: Gilberto Gil. São Paulo: Abril

Educação, 1982. p. 28-9. Col. Literatura Comentada.)

Esse poema pertence ao Tropicalismo, movimento do fim da década de 1960 inspirado na idéia da necessidade de assumirmos nossa cultural tropical, porém de maneira crítica. Nesse sentido, expressões como culpa, pecado e aflição referem-se ao fato de o Brasil ser visto como “fim do mundo”, “o terceiro mundo” etc.

Para criar um panorama do país, o texto reinterpreta referências culturais, históricas e literárias. O primeiro verso é uma forte referência religiosa, o ato de contrição católico: “Eu, pecador, me confesso a Deus todo-poderoso”. “Ao canto da juriti” é uma referência ao livro Iracema, de José de Alencar. “Minha terra tem palmeiras, onde sopra o vento forte” paródia a “Canção do exílio”, de Gonçalves Dias. Há, também, inúmeras referências a canções populares, como “Yes, nós temos bananas” e o refrão “ô lelê, ô lalá”. Todo o texto está carregado de ironia.

Carnaval: Chuva, Uiraúna e Cerveja

A expressão usada por Caetano Veloso, na música “Chuva Suor e Cerveja” (Rain, Sweat and Bear) constituem um apelo ao prazer, um convite à celebração da alegria, ou seja, tudo que é proporcionado no carnaval de Uiraúna. Os três elementos, chuva, suor e cerveja, têm, na música, um valor conotativo. Dentro do contexto, esses elementos possuem vários traços comuns: o seu estado líquido, a associação com a descontração, ausência de repressão, o sentimento de euforia, prazer e alegria. No que diz respeito ao carnaval uiraunense, estes elementos correspondem a mais repleta alegria de brincar, festejar degustar. Ora amigos, nada melhor do que a contemplação do inverno, o cheirinho da chuva, o nublar da aurora e se tratando de uma cidade onde este fenômeno natural é tão escasso podemos chamar de fenomenal!!!. O suor e a alegria dos blocos de rua encantam esta cidade magnífica e me faz lembrar os extintos: Samba e seca, Ou vai ou Racha e sem dúvida o estonteante SPAIA MERDA, bloco no qual tive a hora de participar e aproveito também para fazer um apelo: João Neto, não deixe o bloco acabar!

Portanto, viva o Carnaval, viva Uiraúna e viva a Cerveja elementos indispensáveis que melhor representa as festas, o amor e a alegria.

  Publicidade
 
© :: Uirauna.Net :: - A Notícia em Tempo Real
Redação: DJ Thiago, João Neto, Luzimar Queiroga, Geraldo Andrade, João Batista, Eronildo dos Santos e Carlos Duarte.
Tel: (83) 3534-2195 Cel: DJ Thiago (83) 9145-1641 João Neto (83) 9317-2734 Eronildo (83) 9182-1948
E-mail: djthiago.uirauna@hotmail.com ou joao_yhwh@hotmail.com